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terça-feira, 8 de junho de 2021

10º Informativo do Programa de Voluntariado da APASM

Dando continuidade aos relatos sobre as ações pós fogo na Serra Fina e demais Cristas da Mantiqueira, segue o Boletim Informativo nº 10 do Programa de Voluntariado da APA da Serra da Mantiqueira. 

Com periodicidade mensal, esse documento pretende levar até você o que está acontecendo nas Cristas da Mantiqueira, especialmente na Serra Fina, após o grande incêndio florestal ocorrido em julho de 2020.

Nesse boletim, a entrevistada é a professora da Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI, lotada no Instituto de Recursos Naturais, Daniela Riondet-Costa, que vai falar sobre o planejamento e gestão da visitação pública, como estratégia para a conservação. 








quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Ações de Voluntariado no Manejo de Trilhas no Pico do Itaguaré


Antes de seguirmos com o informe de ações já ocorridas, gostaríamos de divulgar a convocação de voluntários para uma nova ação agendada pela Associação de Guias de Passa Quatro, que fazem parte do grupo de voluntariado da APA da Serra da Mantiqueira, para um mutirão de limpeza no Pico do Itaguaré, sexta-feira, dia 14 de dezembro, com ponto de encontro as 7hs da manhã, na rodoviária de Passa Quatro. 

"Montaña Limpia é uma ação de pessoas como você promovendo a limpeza de áreas de escalada e montanhismo na América Latina há 10 anos. Neste ano vamos participar fazendo uma ação no Pico do Itaguaré e vamos colaborar com essa iniciativa. Além da limpeza vamos falar sobre o tema e ter uma troca de ideias e conhecimento gerando poder de decisão e ação para nossa serra. 

O que levar: Equipamentos para um dia de Montanha, luvas, sacos de lixo, comida e disposição.

Temos 2 carros a disposição, portanto é importante confirmar a ida, caso tenha um carro para disponibilizar para a ação sera bem vindo.

Dúvidas, falar com Charles Llosa (035) 9917-9001 ou Natanael Rocha (035) 9804-3338. "





Relato de Ações do Grupo de Voluntariado da APA da Serra da Mantiqueira (APASM) no Segundo Semestre de 2019: 

Informação de texto e imagens retirados 
de relatório de autoria da Analista Ambiental
da APASM (25/11) - Selma Ribeiro 

15/08/2019: 

Um grupo composto por quatro voluntários, guias experientes na região, conjuntamente com um servidor da APASM, realizaram um trabalho de reconhecimento de campo no acesso ao Itaguaré, aonde foram identificados pontos prioritários que necessitam de ações de manejo. O resultado da ação foi a tabela a seguir, contendo informações importantes para o planejamento das ações futuras do grupo de voluntariado.





Posteriormente, o grupo oficializou solicitação à empresa Epapeis que possui uma área de plantio silvicultural (Eucaliptos) na região, a doação do total da madeira calculada para utilização em campo. A empresa atendeu ao pedido em 30/08.




03/09/2019: 


 Realização de mutirão, seguindo as informações da tabela levantada, focando nas áreas úmidas onde a dificuldade de trânsito de pedestres fica comprometida em período chuvoso. Com destaque para: 

- O ponto 390 da tabela, que corresponde a um ponto de nascente aonde, por meio de grande esforço da equipe, realizou-se um desvio do traçado original da trilha para evitar o pisoteio na área encharcada e, construiu-se no local uma passagem suspensa (ponte). 







- No ponto 382, por sugestão dos voluntários, foi implantado uma passarela de pedras, retiradas diretamente do córrego que passa próximo, pelo volume de material disponível próximo. 




Outros pontos também receberam melhorias nesse dia.




22/11/2019: 


Neste dia os trabalhos se concentraram nas áreas mais inclinadas da trilha onde o volume de água que desce pelo leito da caminho, vem afundando e desta forma comprometendo o acesso por conta das voçorocas imensas já existentes nesse trecho. 

Foram estabelecidas 3 equipes, duas focaram esforços em implantar saídas de água e construção de degraus (vários locais ao longo dos pontos 395 a 398), o outro grupo ficou responsável por transportar as toras de madeira para o ponto mais alto que fosse possível, de modo a possibilitar o seu uso no trabalho de manejo da trilha.



Apesar de contar com grande volume de material doado, seu peso e a inclinação da trilha, fez com que o trabalho de transporte  fosse de elevado grau de desgaste físico. Além do transporte dessa carga, a terceira equipe também conseguiu realizar uma contenção de encosta (pontos 391 e 392) que estava bastante perigosa. 








Dentro do espírito de união e boa convivência que viabiliza o trabalho pesado, os voluntários presentes citaram o almoço especial provido pelos membros da brigada contratada da APASM. 






A avaliação geral das atividades realizadas pela equipe de voluntários, com o apoio da Brigada contratada, foram satisfatórias. As ações realizadas, no Marins/Itaguaré, já estão surtindo efeito positivo junto a comunidade de montanhistas, já que elas tem melhorado o acesso das trilhas. Porém é importante enfatisar que esse é um trabalho contínuo que deve ser mantido ao longo do ano, independente do apoio desta APASM, já que representa a fonte de renda de muitos guias que também são os voluntários, principal força e foco desse trabalho.

Entende-se que, para o ano de 2020, é necessário iniciar o trabalho de manejo na “Serra Fina”, desafio que carecerá de muito planejamento e envolvimento de todos os envolvidos, dado as dificuldades locais de acesso e material.


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Monitoramento e Manutenção de Trilhas da APA da Serra da Mantiqueira

Texto de Mantiqueira Bem* e analistas da APASM


*  O MantiqueiraBem é um movimento para preservação ambiental da Mantiqueira iniciado em São José dos Campos.


Com a participação de Voluntários, o ICMBio desenvolve ações de monitoramento e manutenção de trilhas da APA da Serra da Mantiqueira.

O objetivo é garantir a qualidade da experiência do visitante e promover a sustentabilidade ambiental das trilhas.

Uma inédita articulação entre gestores públicos ambientais, proprietários, montanhistas e ambientalistas vem realizando ações de monitoramento da visitação e manutenção de trilhas da APA da Serra da Mantiqueira. Esses temas ganham importância durante a temporada de montanhismo que ocorre entre os meses de junho a outubro, quando o clima favorece a prática. Ecossistemas de montanha são frágeis e o aumento da presença humana nessas áreas frequentemente causam impactos ambientais negativos, tais como: abertura irregular de áreas de camping, deposição de lixo e fezes e fogueiras. 

Em consequência, já é possível verificar desequilíbrios como proliferação de ratos, e avistamento de outros animais em busca de alimento, como lobos-guará e tamanduás, incomuns nessas áreas.

Isso somado ao aumento do pisoteio, que além de danificar as trilhas e dificultá-la ainda mas a cada temporada, causa danos às áreas de nascentes, favorece a instalação de processos erosivos e o assoreamento dos córregos. Trilhas mais difíceis também têm maior risco de acidentes.

A APA da Serra da Mantiqueira é uma unidade de conservação federal do grupo de uso sustentável que, diferentemente de um Parque Nacional, não tem portaria de entrada, pois é composta por terras privadas. Assim, não há como ter um controle restritivo da visitação. Por isso a ação dos voluntários, gestores, proprietários, montanhistas e ambientalistas é fundamental para que se tenha uma gestão ambiental integrada desse território. O mais interessante é que todos os esforços se unem para a sensibilização de guias e montanhistas, tornando a experiência na montanha sempre melhor. Por isso é tão importante que todos assinem os livros-cume e se envolvam nos mutirões de manejo de trilha que ocorrem com frequência. Os guias são protagonistas, pois são responsáveis pelos seus grupos e fazem toda a diferença na redução dos impactos na montanha, ensinando o comportamento fundamental neste ambiente.

Se você também sente o chamado da montanha e que colaborar, fique ligado: reuniões e mutirões acontecem frequentemente. Divulgue onde estão os livros cumes: Picos dos Marins, Pico do Marinzinho (novo), Pico do Itaguaré, Capim Amarelo, Pedra da Mina e Picos dos Três Estados. As informações registras nos livros já estão sendo sistematizadas e servem para gerar estatísticas que darão base para ações de gestão ambiental e de manejo da visitação.

Se você é guia ou montanhista, na próxima vez que planejar ir para a montanha, preencha o formulário online que foi elaborado pela Câmara Temática de Montanha, que faz parte do Conselho Consultivo da APA da Serra da Mantiqueira. Com isso você estará colaborando para a gestão ambiental das trilhas mais incríveis da nossa região.

No último dia 15 o grupo fez um levantamento em campo da trilha que dá acesso ao Pico do Itaguaré. Nessa expedição de reconhecimento o grupo identificou os trechos mais críticos e estimou o material necessário para as intervenções de manejo. O próximo passo será marcar a data do mutirão e unir forças para recuperar e manejar essa importante trilha.

Se você puder ajudar com a doação de materiais para as ações acima, entre em contato com a APASM pelo e-mail visitacaoapaserradamantiqueira@icmbio.gov.br ou com a Campanha MantiqueiraBem via e-mail: mantiqueirabem@gmail.com.

Enquanto isso, confira o Manual Completo de Comportamento na Montanha para que você possa incentivar outras pessoas a preservar a nossa Mantiqueira durante suas aventuras. 

O movimento MantiqueiraBem (link para Facebook) está constantemente produzindo materiais educativos para conscientizar e educar os visitantes. Acompanhe, compartilhe essas informações e ajude a mudar essa história!

Pico do Itaguaré visto da Pedra Redonda, 
imagem de Juliane Januncio



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Relato de Ações do Grupo de Voluntariado da APASM no Âmbito da Câmara Temática de Montanhas (CT-Montanhas) do CONAPAM



Data: 25/07/2019
Evento: Mutirão para Manejo de Trilhas
Local: Pico dos Marins

O esforço contou com a participação de voluntários, brigadistas, equipe de manejo de trilhas do Parque Nacional do Itatiaia (PNI) e moradores da região. Foram escolhidos três trechos distintos de acesso ao Pico do Marins, são áreas alagadas (charco), bastante impactadas pelo forte pisoteio dos caminhantes e que acabam por pressionar faixas marginais de córregos.

A atividade se iniciou com a distribuição dos presentes em 3 equipes distintas, de quatro a seis pessoas. Cada um dos grupos continha pelo menos um voluntário que passou por capacitação específica durante Curso de Manejo de Trilhas, realizado em 2018, para representantes do Mosaico de Unidades de Conservação da Serra da Mantiqueira.

O grupo maior, composto basicamente pela equipe de manejo de trilhas do PNI e dois guias experientes da região, tinha como objetivo dar continuidade ao trabalho iniciado no dia 14/06, que consistia na implementação de uma passagem de pedras na área conhecida como Charco, situado nas coordenadas geográficas 22°29'40.11"S e 45° 7'8.20"O, e que, de acordo com o Plano de Manejo da APASM (Portaria ICMBio 1046/2018), localizado em Zona de Conservação da Vida Silvestre - ZCVS.

Equipe procurando blocos de pedras para utilização nos trechos úmidos.
Região do Charco -  Pico dos Marins.
 

A larga experiência da equipe de manejo de trilhas do PNI nesse tipo de situação foi imprescindível para o sucesso do trabalho. O repasse desse conhecimento aos guias é fundamental para que a atividade seja continuada de forma independente e ao longo de todo o ano, já que a visitação no local vem aumentando significativamente nos últimos anos e a vegetação vem sendo bastante pressionada.

Os outros dois grupos menores, compostos basicamente por brigadistas e voluntários, concentraram as ações de manejo na porção mais inicial da trilha de acesso ao “Morro do Careca”, onde realizaram diversas intervenções tendo como principal objetivo o melhor direcionamento da água do escoamento superficial, minimizando assim impactos no leito da trilha, que se localiza em Zona de Uso Restrito  - ZUR, segundo o Plano de Manejo da APASM.

Trechos da trilha onde foram implantados piso utilizando rochas da região,
A medida ajuda a evitar impacto de pisoteio nas áreas mais sensíveis da trilha.

Esse trabalho contou com o apoio da Fazenda Saiqui, que disponibilizou toda a madeira de eucalipto utilizada no trabalho, assim como também com a equipe de funcionários do Refúgio Base do Marins que deu apoio especial com a alimentação para toda a equipe.

Por fim, entende-se que há necessidade de continuidade nas ações de manejo ao longo das trilhas, preferencialmente nos locais mais utilizados no dia a dia, especialmente durante a temporada de montanha. Ressalta-se que as próximas ações de mutirão devam ser realizadas em outras trilhas da APA, preferencialmente na subida do Pico do Itaguaré, ou no Capim Amarelo, principal acesso utilizado para a travessia da Serra Fina que vem sendo também bastante pressionado.

Os proprietários vizinhos ao local vêm demonstrado forte interesse em apoiar as atividades, já que conjuntamente com a APASM se sentem mais apropriados quanto a problemática, evitando transtornos futuros.

Brigadistas do PNI e da APASM, trabalhando para direcionamento lateral da água,
ao longo da estrada de acesso. 



Data: 01/08/2019
Evento: Organização dos livros de cume
Local: Casa da Cultura,  município de Passa Quatro (MG)

Na reunião dos voluntários tirou-se as seguintes determinações:

1) O livro de cume do Pico do Marinzinho deverá ser padronizado da mesma maneira que os do Marins, Itaguaré, Capim Amarelo, Pedra da Mina e Três Estados. Decidiu-se confeccionar mais 10 livros para o Marinzinho.

2) A partir da próxima leva de livros, eles deverão vir com uma numeração e campos com as datas de colocação e de troca, para cada livro, além do nome do voluntário responsável pela troca do livro, já que nem sempre isso é feito pelo mantenedor.

3) Formato padrão para as caixas de armazenamento. Ficou definida a instalação de 3 (três) novas caixas: No Marins (uma vez que a de lá está muito pequena e fácil de molhar o material), Marinzinho e Três Estados.

4) Determinou-se voluntários para: fazer um levantamento dos custos e construção das caixas, e levantar recursos para a compra de material (através de campanhas, doações, etc).

5) Foram definidos os mantenedores e responsáveis pela troca de livros de cume.

6) Quanto a sistematização dos dados dos livros, existe uma pendencia (que já vem sendo resgatada por voluntário) relativa ao livro de 2018 da Pedra da Mina, e a partir de então a padronização decidida será incorporada nos novos livros. Serão construídas novas planilhas, que incluam os dados das trocas dos livros e outros, com a apresentação dos resultados obtidos para fins de políticas
públicas locais que justifiquem propostas de conservação para a região.

7) Uma visita técnica na trilha de acesso ao Pico do Itaguaré está sendo planejada para a data de 14 ou 15 de agosto, com a finalidade de quantificar o material necessário para o manejo, e conversar com parceiros em busca de doação de material. Posteriormente deverá-se definir data para ação de manejo nesse trecho, possivelmente 2 dias.

8) Quanto ao formulário de preenchimento que vem sendo construído pela CT-Montanhas, foi muito discutido como será feito sua divulgação, principalmente junto às redes sociais, assim como o trabalho realizado pelos livros cume.